_Page_19.jpg)
Ele nasceu em Sergipe, jogou três vezes no futebol carioca, atuou no México e no Japão, foi ídolo no Paraná e encerrou a carreira em São Paulo. Jeová Ferreira, ou simplesmente “Ferreira”, é o que pode se chamar de andarilho da bola. Centroavante de ofício, começou cedo a peregrinar pelos gramados mundo afora. Se profissionalizou com apenas 16 anos no Náutico, de Recife, e não parou mais.
Ainda garoto, Ferreira se transferiu para o Fluminense do Rio de Janeiro. Chegou em abril de 1982, aos 17 anos, para integrar as categorias de base, embora já tivesse jogado Campeonato Brasileiro de Profissionais na época em que estava em Pernambuco. Um ano depois, já em 83, Ferreira chegou à Seleção Brasileira Sub-20 e conquistou o título do Campeonato Sul-Americano como titular da equipe.
No mesmo ano aconteceu a primeira grande decepção da carreira. “Eu era o centroavante do time. Jogava no ataque ao lado de Mauricinho e Paulinho. Foi assim até o último coletivo antes da viagem para o Mundial do México. Eu e o Branco (ex-lateral esquerdo e atual supervisor do Fluminense) fomos cortados pelo técnico Jair Pereira na véspera do embarque da delegação”, contou.
Daquele grupo saíram jogadores que se consagrariam logo depois, como o próprio Branco, o capitão Dunga (hoje técnico da Seleção Brasileira), Geovani (ex-meia do Vasco) e Bebeto (campeão mundial com Dunga e Branco em 94). ”Era um elenco muito bom e a grande maioria conseguiu sucesso no futebol”, relembrou Ferreira, de quem Bebeto fora reserva no Sul-Americano.
Em junho de 83 Ferreira deixou o Fluminense e voltou para o Náutico, que ainda detinha seu passe. Logo acabou emprestado ao CSA, de Alagoas, para a disputa do Campeonato Estadual. Depois de participar de mais um Brasileirão pelo Náutico, desta vez em 84, Ferreira foi vendido para o Pinheiros, do Paraná, que anos mais tarde se fundiu ao Colorado e deu origem ao Paraná Clube.
Com quase um ano no clube do Sul do país, Ferreira acabou emprestado para o Americano, de Campos, onde ficou uma temporada. “Minha passagem pela cidade foi inesquecível. Foi lá onde conheci minha esposa Irmã”, disse o ex-atacante. Em 86 Ferreira voltou para o Pinheiros e se sagrou campeão paranaense no ano seguinte. Com a valorização acabou sendo contratado pelo Universidad Guadalajara, do México.
Durante três temporadas Ferreira defendeu o clube mexicano. A volta ao Brasil aconteceu em 1990, quando foi emprestado ao XV de Piracicaba. “A expectativa no clube era grande porque foram contratados vários reforços de peso para o Paulistão”, recordou. Só que no treino recreativo antes da estréia diante do São José, Ferreira estancou a perna direita no gramado para proteger a bola e levou uma pancada.
A contusão, aparentemente simples, se revelou um grande problema que, anos depois, o afastaria definitivamente do futebol. “Me lembro que o médico do XV acabou demitido e rescindiram meu contrato, mesmo estando machucado. Ainda assim fui contratado pelo Paraná, o melhor clube em termos de estrutura onde atuei. Lá joguei apenas quatro partidas em um ano, mas me deram todas as condições para a recuperação. Fiz várias cirurgias. Sofri muito”, relatou.
Ferreira ainda jogou no Caxias, do Rio Grande do Sul, São Bento de Sorocaba, Vitória da Bahia, Verdy Kawasaki do Japão, Goytacaz (de Campos) e novamente no São Bento, antes de encerrar a carreira, aos 30 anos. “As dores eram muito fortes e chegou um momento que eu não agüentei mais, mesmo depois de várias operações”, afirmou. Com residência fixa em Macaé, terra natal de sua esposa, ele iniciou a carreira de técnico passando por Botafogo de Macaé, Independente e Macaé Esporte. Há três anos está novamente à frente do Independente, que se prepara para a Segunda Divisão.
NOME – Jeová Ferreira
IDADE – 43 anos
ORIGEM – Sergipe
CLUBES ONDE JOGOU – Náutico, Fluminense, Seleção Brasileira Sub-20, CSA, Pinheiros/PR, Americano, Universidad Guadalajara (México), XV de Piracicaba, Paraná, Caxias/RS, São Bento/SP, Vitória/BA, Verdy Kawasaki (Japão), Goytacaz e novamente São Bento/SP.
TÍTULOS – Seleção Brasileira (Campeão do Sul-Americano Sub-20 na Bolívia em 1983), Náutico (Campeão Pernambucano em 84), Pinheiros (Campeão Paranaense em 84 e 87), Universidade Guadalajara (Vice-campeão da Copa México em 88) e Verdy Kawasaki (Campeão da Copa Nabisco em 93).
ONDE PASSOU COMO TÉCNICO – Botafogo de Macaé (já extinto), Independente de Macaé, Macaé Esporte e novamente Independente de Macaé.
TÍTULOS COMO TÉCNICO – Botafogo de Macaé (Campeão da 3ª Divisão em 1998), Independente (levou o time da 3ª para a 2ª Divisão em 2000), Macaé Esporte (Vice-campeão da 2ª Divisão em 2002), Independente (Vice-campeão da 3ª Divisão em 2004).
Ainda garoto, Ferreira se transferiu para o Fluminense do Rio de Janeiro. Chegou em abril de 1982, aos 17 anos, para integrar as categorias de base, embora já tivesse jogado Campeonato Brasileiro de Profissionais na época em que estava em Pernambuco. Um ano depois, já em 83, Ferreira chegou à Seleção Brasileira Sub-20 e conquistou o título do Campeonato Sul-Americano como titular da equipe.
No mesmo ano aconteceu a primeira grande decepção da carreira. “Eu era o centroavante do time. Jogava no ataque ao lado de Mauricinho e Paulinho. Foi assim até o último coletivo antes da viagem para o Mundial do México. Eu e o Branco (ex-lateral esquerdo e atual supervisor do Fluminense) fomos cortados pelo técnico Jair Pereira na véspera do embarque da delegação”, contou.
Daquele grupo saíram jogadores que se consagrariam logo depois, como o próprio Branco, o capitão Dunga (hoje técnico da Seleção Brasileira), Geovani (ex-meia do Vasco) e Bebeto (campeão mundial com Dunga e Branco em 94). ”Era um elenco muito bom e a grande maioria conseguiu sucesso no futebol”, relembrou Ferreira, de quem Bebeto fora reserva no Sul-Americano.
Em junho de 83 Ferreira deixou o Fluminense e voltou para o Náutico, que ainda detinha seu passe. Logo acabou emprestado ao CSA, de Alagoas, para a disputa do Campeonato Estadual. Depois de participar de mais um Brasileirão pelo Náutico, desta vez em 84, Ferreira foi vendido para o Pinheiros, do Paraná, que anos mais tarde se fundiu ao Colorado e deu origem ao Paraná Clube.
Com quase um ano no clube do Sul do país, Ferreira acabou emprestado para o Americano, de Campos, onde ficou uma temporada. “Minha passagem pela cidade foi inesquecível. Foi lá onde conheci minha esposa Irmã”, disse o ex-atacante. Em 86 Ferreira voltou para o Pinheiros e se sagrou campeão paranaense no ano seguinte. Com a valorização acabou sendo contratado pelo Universidad Guadalajara, do México.
Durante três temporadas Ferreira defendeu o clube mexicano. A volta ao Brasil aconteceu em 1990, quando foi emprestado ao XV de Piracicaba. “A expectativa no clube era grande porque foram contratados vários reforços de peso para o Paulistão”, recordou. Só que no treino recreativo antes da estréia diante do São José, Ferreira estancou a perna direita no gramado para proteger a bola e levou uma pancada.
A contusão, aparentemente simples, se revelou um grande problema que, anos depois, o afastaria definitivamente do futebol. “Me lembro que o médico do XV acabou demitido e rescindiram meu contrato, mesmo estando machucado. Ainda assim fui contratado pelo Paraná, o melhor clube em termos de estrutura onde atuei. Lá joguei apenas quatro partidas em um ano, mas me deram todas as condições para a recuperação. Fiz várias cirurgias. Sofri muito”, relatou.
Ferreira ainda jogou no Caxias, do Rio Grande do Sul, São Bento de Sorocaba, Vitória da Bahia, Verdy Kawasaki do Japão, Goytacaz (de Campos) e novamente no São Bento, antes de encerrar a carreira, aos 30 anos. “As dores eram muito fortes e chegou um momento que eu não agüentei mais, mesmo depois de várias operações”, afirmou. Com residência fixa em Macaé, terra natal de sua esposa, ele iniciou a carreira de técnico passando por Botafogo de Macaé, Independente e Macaé Esporte. Há três anos está novamente à frente do Independente, que se prepara para a Segunda Divisão.
NOME – Jeová Ferreira
IDADE – 43 anos
ORIGEM – Sergipe
CLUBES ONDE JOGOU – Náutico, Fluminense, Seleção Brasileira Sub-20, CSA, Pinheiros/PR, Americano, Universidad Guadalajara (México), XV de Piracicaba, Paraná, Caxias/RS, São Bento/SP, Vitória/BA, Verdy Kawasaki (Japão), Goytacaz e novamente São Bento/SP.
TÍTULOS – Seleção Brasileira (Campeão do Sul-Americano Sub-20 na Bolívia em 1983), Náutico (Campeão Pernambucano em 84), Pinheiros (Campeão Paranaense em 84 e 87), Universidade Guadalajara (Vice-campeão da Copa México em 88) e Verdy Kawasaki (Campeão da Copa Nabisco em 93).
ONDE PASSOU COMO TÉCNICO – Botafogo de Macaé (já extinto), Independente de Macaé, Macaé Esporte e novamente Independente de Macaé.
TÍTULOS COMO TÉCNICO – Botafogo de Macaé (Campeão da 3ª Divisão em 1998), Independente (levou o time da 3ª para a 2ª Divisão em 2000), Macaé Esporte (Vice-campeão da 2ª Divisão em 2002), Independente (Vice-campeão da 3ª Divisão em 2004).
Nenhum comentário:
Postar um comentário